twitter youtube pinterest
  • Home
  • Bem-Estar
  • Viagens
    • Brasil
    • Estados Unidos
    • França
    • Inglaterra
    • Irlanda
  • Livros
  • Beleza
  • Séries
  • Crônicas
  • The Eras Tour

sobre aquele devaneio

 


Escrever é algo que me faz bem. Me deixa leve, me inspira e é uma das características que eu tenho mais carinho sobre eu mesma. 

Nos últimos anos, me vi sem inspiração para escrever. Por outras vezes, a inspiração existia, mas... onde eu escreveria? O medo de pegar em um caderno e uma caneta para me expressar me paralisaram.

O que eu contaria? Como eu começaria? Até que minha psicóloga me recomendou fazer um diário para lidar com tudo o que eu estava passando (de bom, e de ruim também), e foi ali que o amor pela escrita despertou momentaneamente. Entendi que era algo que foi deixado de lado, e na hora certa, despertaria novamente. 

Um ano após esse episódio, e me vi de volta em frente a um projeto que me fez tão bem por tanto tempo. O cenário é propício para tal: velas handmade com aroma de lavanda e flor de laranjeira, luzinhas piscantes em formato de folhas de outono, All To Well - 10 minutes version tocando no repeat. E de repente, me vejo escrevendo novamente.

Mas, apesar de ser eu mesma, a May que vos escreve nesse momento é diferente de qualquer outro momento que o Aquele Devaneio recebeu as palavras. O olhar é mais calmo, a ansiedade controlada. O sorriso, outrora largo, hoje é tímido, no canto esquerdo da boca. O desejo por ter uma família para chamar de sua se realizou (ou melhor, foi realizado, por Aquele quem chama as estrelas pelo nome), o sonho de ter um cãozinho, dirigir seu carro ouvindo Taylor Swift e se formar foi realizado também.

É uma honra enorme poder estar de volta: mais velha, mais madura, com mais histórias para contar. E dessa vez, não com o desejo de explodir de seguidores, mas em ter um espaço seguro para fazer uma das coisas que eu mais amo: escrever.

Obrigada por acompanhar até aqui. 
Seguimos juntos para as próximas aventuras do Aquele Devaneio?





Caro 23,

Você foi muito esperado. Não que as outras datas não fossem de importância igualitária, mas você foi realmente bem esperado.

No ano passado, eu tive a brilhante ideia de escrever uma carta para a Mayara aos 14, contando sobre os sonhos que eu havia idealizado ainda pequena e realizado aos 22 e um pouco do que ainda nos esperava, que deu o maior bafáfá por esse mundo afora. Mas, dessa vez, vou fazer diferente. 

Nunca imaginei perfeitamente onde estaria aos 23, pra ser sincera. Teria eu um blog de sucesso? Um bacharelado concluído? Um casamento ao estilo "mini-wedding" dos sonhos? Um carro do ano? Quem saberia, não é mesmo? 

Posso dizer claramente que não tenho um carro do ano, não tive um mini-wedding dos sonhos, e meu blog não é um hiper-blog-super-bem-sucedido-estilo-Niina-Secrets. Mas eu troquei o carro do ano pela mudança para Dublin, troquei a festa de mini-wedding por uma oportunidade de me conhecer melhor, e troquei a ideia de blog cheio de followers por um espaço que me agrada, em que eu posso falar sobre o que eu gosto, o que eu quero, e o que me inspira, sem me preocupar com resultado$$$.

Aos 22, descobri o que era viver de verdade (não que eu não tivesse uma ideia geral do que era, obviamente. Mas eu só pude descobrir isso sozinha, quando não havia mais muito do que eu amava por perto). Descobri meus limites, meus detalhes, meu estilo, meu tipo de cabelo e até meu ciclo menstrual. 

Tive a oportunidade de conhecer quem eu havia me tornado, e ter sido salva (Obrigada, Abba!) de uma depressão profunda. Meus sonhos foram reavivados e, meus desejos se tornaram planos. Tudo por Deus, pra Deus e de Deus. 

Assumi a postura de "gratitude" (a atitude da gratidão), e posso até sair de casa sem pentear os cabelos (porque tem coisas que nunca mudam), mas sem agradecer e assumir o quão grata eu sou pela vida, jamais.

Portanto, caro 23, seja bem vindo. Que você traga boas energias, sonhos realizados, e tudo de bom que Deus tiver reservado para esse novo ciclo que se inicia. Parabéns para mim!





A pergunta do post de hoje é bem simples; o que você diria a si mesmo, se pudesse escrever uma carta destinada à si mesmo, mas quando mais novo? Como se seu "eu" aos 14 anos pudesse saber de antemão os sonhos que foram realizados, os novos sonhos, as novas conquistas, e tudo mais?

É um exercício terapêutico e vale a pena: Que tal relembrar seus sonhos antigos? Então vamos, abra o Youtube, procure uma música da época e deixe rolar. Você vai se surpreender.





Essa é a minha carta, endereçada a Mayara de 14 anos, enquanto eu ouço "Why Not", da Hilary Duff:







Meu sonho de infância era viajar sozinha. Ninguém nunca entendeu, e eu cresci ouvindo comentários do tipo "você pode ser sequestrada!", "viajar sozinha pra quê?", "alguém vai te raptar igual aquele filme do Liam Neelson e eu vou ter que mandar ir te buscar", etc.

Aos 15, meu pai me ofereceu uma festa de debutante. Eu não quis (nada contra), e pedi que, o dinheiro que ele por ventura fosse gastar, que me desse então uma câmera semi profissional para aprender fotografia e um pouquinho de dinheiro para viajar quando tivesse idade suficiente.

Aos 19, o dinheiro rendeu, e eu fiz meu tão sonhado intercâmbio para Flórida, Estados Unidos. Obviamente que, apesar de ter um namoradinho na época, eu fui sozinha. Teria ficado mais tempo, se não o tivesse deixado aqui, mas não me arrependo. Foi uma decisão boa pra mim, e me fez feliz naquele período.

Nunca tinha viajado sozinha de avião, e nunca tinha feito uma viagem internacional. Minha virgindade foi tirada de uma vez só, com escala na República Dominicana tanto na ida quanto na volta.

Viajar sozinho não é só uma viagem física: é uma experiência espiritual e emocional que não tem limites. Você aprende mais sobre si mesmo de uma perspectiva angular: afinal, quando você está em sua zona de conforto, tudo é maravilhoso, mesmo que não pareça ser. Mas quando você precisa de um apoio, um ombro amigo, alguém pra falar "me empresta 5 conto", ou "deixa eu experimentar seu lanche" e está sozinho, você vê a vida da maneira nua e crua: você nasceu sozinho (mesmo que tenha um irmão gêmeo - olha a piada infâme), e vai morrer sozinho. Então porque não se descobrir, não se conhecer perfeitamente antes de querer se tornar parte de um "novo" alguém?

Em dezembro, eu viajo de novo. Dessa vez, tive que abrir mão de coisas das quais eu não queria, e tive que enxergar coisas que eu fingi não ver por muito tempo para poder tomar essa decisão. Mas, estou pronta para as novas aventuras, mais do que nunca. Afinal, viajar sozinho é ter a chance de amadurecer aspectos da sua vida que você sequer imagina.
Posts antigos

Categorias

Beleza Cinema Dicas de Viagem Disney Estados Unidos França Inglaterra Irlanda Livros Publi Séries The Eras Tour Vamos conversar? Wellness

English version

English

OIE!


Hello, There!

May, quase 29, com pelo menos 18 habitando nessa blogosfera, desde quando tudo era mato. Cristã, casada, mãe de pet, leitora voraz, swiftie e sonhadora (mas o pé, esse com certeza fica no chão!)


Clique para ir para a página SOBRE
Follow @maygodiva

MEU DESAFIO DE LEITURA

2023 Reading Challenge

2023 Reading Challenge
May has read 8 books toward her goal of 20 books.
hide
8 of 20 (40%)
view books

POSTS RECENTES

Próximos livros para ler

Praying Women: How to Pray When You Don't Know What to Say
Praying Women: How to Pray When You Don't Know What to Say
by Sheila Walsh
Gone Viking
Gone Viking
by Helen Russell
O que sobra
O que sobra
by Prince Harry
Liturgy of the Ordinary: Sacred Practices in Everyday Life
Liturgy of the Ordinary: Sacred Practices in Everyday Life
by Tish Harrison Warren

goodreads.com

ANÚNCIOS

Tecnologia do Blogger.

Badges

Follow

Blog Archive

Programação feita com por beautytemplates. Aquele Devaneio é um blog criado em 2013, com muito amor, por Mayara Dionisio Garcia. Em dúvidas? Leia a Política de Privacidade