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sobre aquele devaneio

Pessoas de diferentes nacionalidades sorrindo, com o logo de Couchsurfing na frente.

Couchsurfing
(sub: -"o ato de dormir na casa de um estrangeiro desconhecido"): uma experiência tenebrosa para uns, e maravilhosa para outros. E hoje, vim contar a minha!

Para quem não conhece, Couchsurfing é um site onde você encontra hospedagem gratuita pela casa de desconhecidos, que disponibilizam desde um colchão na sala a um quarto privado, em troca de experiências e aprendizado cultural. Para quem não tem como hospedar, você pode oferecer um pouco do seu tempo para um viajante conhecer mais sobre a cidade em que você vive, levando-o para passeios e sendo seu guia turístico.

Pós-pandemia, o site passou a cobrar uma pequena taxa para você ter acesso, o que sinceramente? Entendo que valha super a pena. Usar o Couchsurfing foi indicação de uma amiga querida, que usou o sistema diversas vezes durante seu mochilão pela Escandinávia, que anteriormente já havia sido apresentada ao site da mesma maneira, e assim a corrente segue.

O intuito do Couchsurfing é literalmente te fazer mergulhar de cabeça na cultura de outro país, e viver como um local. Diferente da proposta do AirBNB (que no caso, é 100% pago), no Couchsurfing você paga uma pequena taxa de cerca de R$ 9,90 por mês para ter acesso aos anfitriões, e mais nada. Claro, nada te impede de limpar a cozinha do seu host, organizar alguma coisa ou fazer um jantar "típico" do seu país como retribuição da gentileza, né?

O sistema basicamente é fácil: você se cadastra no site, obtém "verificações" através de celular e outros métodos por questões de segurança, e já começa a navegar. Você pode cadastrar sua futura viagem e contar o porquê está indo pra lá e quanto tempo vai ficar, e aí, começa a procurar seus futuros-possíveis hosts. Quando você conhece alguém do Couchsurfing, o ideal é dar um feedback sobre como foi a experiência. No caso da hospedagem, dizer como foi o dia-a-dia, o tratamento, a recepção e tudo mais. Afinal, estamos lidando com pessoas de verdade e nem todas elas são boas, portanto todo cuidado é pouco.

Você pode adquirir feedbacks e reviews indo a encontros semanais e mensais que o próprio Couchsurfing promove em grandes cidades. É uma forma de ter uma qualificação positiva e enriquecer seu currículo cultural.

Mas vamos ao que interessa: Minha experiência.




Meu objetivo inicial era fazer Couchsurfing por toda a minha viagem pela Europa, porém, quando decidimos que uma amiga iria comigo, tive que rever os planos, afinal, o Couchsurfing é individual (apesar de pessoas como nosso host, Aymen, aceitarem mais de um viajante). Minha amiga teve que criar um perfil próprio para solicitar a hospedagem. 

Comecei a enviar mensagens de request para possíveis hosts cerca de três a dois meses antes. Enviei diversos requests, sendo a grande maioria para mulheres, por ter um pouco de receio, afinal, éramos duas mulheres viajando para a Europa pela primeira vez, sem conhecer nativos ou a cultura do local.

Tivemos algumas respostas negativas, e outros "talvez", mas nada certeiro ainda. Com a viagem se aproximando, minha ansiedade me perseguiu (prazer, Mayara) e acabei abrindo o leque para hosts masculinos também, e confesso que foi a melhor decisão que tomei: deixar os receios de lado.

Três semanas antes da viagem, nosso host Aymen - web developer, tunisiano vivendo em Paris - nos ofereceu hospedagem por uma semana. E sim, ele ofereceu sem nosso request, porque também dá para fazer isso pelo site. Conversamos um pouco, trocamos redes sociais e vi que ele aparentava ser uma pessoa de boa índole. Ele pediu para confirmarmos dias antes da viagem se iríamos mesmo, que ele faria questão de nos buscar onde estivéssemos.

O próprio Couchsurfing te dá uma documentação para ser apresentada na imigração, se for requisitado, que é a confirmação de estadia e responsabilidade do host. Porém, como nós fomos de ônibus vindo de Londres com destino à Paris, a imigração não é tão intensa e sequer perguntaram o que estávamos indo fazer em Paris.

Ao chegarmos na cidade-luz, o Aymen já estava nos esperando em frente ao Palais de Congress. Houve um pequeno desencontro, por conta dele estar de um lado do quarteirão e nós, do outro, mas no fim deu tudo certo. Ele nos cumprimentou com o jeito típico do francês "dois beijinhos no rosto", e logo seguimos para o carro. O caminho foi de adaptação e um pouco de insegurança, confesso. Afinal, ainda éramos só duas mulheres com um estrangeiro desconhecido e, sendo brasileiras, já temos embutido o chip do medo... Mas isso é assunto para outro post.

Essa foi nossa acomodação na casa do Aymen. O colchão de casal (que reza a lenda que eu joguei minha amiga para fora todas as noites), o sofá e a sala de estar, que tinha uma porta que a mantinha privativa.

Assim que chegamos, nosso host nos deu uma cópia da chave da porta de entrada, e nos preparou com muito carinho dois cupcakes, flans, um pacotão vermelho gigante e maravilhoso de Maltesers e uma garrafa de água mineral. Além, claro, de roupas de cama limpas e um aquecedor que salvou nossa primeira noite em Paris

Como estávamos muito cansadas, tomamos banho e dormimos infinitamente. Ao acordarmos, o Aymen estava trabalhando, mas havia nos deixado um bilhete explicando como chegaríamos ao metrô mais perto de forma segura, com direito a mapa e tudo. Um amor.

A casa dele era um apartamento no terceiro andar de um prédio antigo em Clamart, e descobrimos depois que ele não dirigia, só pegou o carro emprestado de um amigo para que pudéssemos chegar na casa dele em segurança.

Ele topou gravar vídeos conosco, e todo dia que chegávamos, ele estava preparado para conversar e descobrir mais sobre nossa cultura, enquanto ensinava curiosidades sobre a França e a Tunísia.

Depois de alguns dias com ele, fomos convidadas pela salvadora-de-brasileiros-na-França Jéssica Dias, vulgarmente conhecida como minha colega da faculdade de arquitetura e urbanismo, para ficar o resto dos dias com ela e o namorado, Nicolas, no studio que eles tem em Robinson, também em Paris.

Foi aí que o negócio com o Aymen ficou meio estranho. Ele se sentiu ofendido por estarmos mudando de hospedagem, e ficou muito chateado. Porém, em nosso ponto de vista, era melhor estar com conhecidos, que também moram em Paris. Enfim, após conversarmos por um tempo, ele entendeu e até nos deu uma caixinha de chocolates de presente de despedida. Mas foi na minha review do Couchsurfing que descobri o quão chateado ele ficou, afinal, ele só mencionou que ele foi nos buscar quando chegamos. Não mencionou os outros dias. Mas enfim, vida que segue.



Conclusão: A experiência foi fantástica. Eu pude ver que sim, ainda existem pessoas boas, ainda existem pessoas gentis e de bom coração, e a experiência com o Couchsurfing está aí para provar isso. Claro que existem casos e casos, mas no meu, eu usaria o sistema novamente com certeza, e também receberia estrangeiros com o mesmo intuito.

Dica importante: SEMPRE converse o essencial (data de chegada, endereço, horário de encontro, ponto de encontro, etc) pelo bate papo dentro do site. Caso algo de ruim aconteça, o sistema é ligado diretamente com a Polícia local e um alerta é acionado. Ou seja, isso pode te manter seguro em caso de possíveis perigos! 



E você? Já teve uma experiência assim? Me conta!
Tags: couchsurfing, experiência de hospedagem, viagem cultural

Travel Journal, também conhecido como Travel Diary, não é nada mais do que um diário de viagem. Ele é muito usado por viajantes, e pessoas que querem muito ter algo para recordar de uma viagem inesquecível. 

Por mais que a nossa memória possa ser fantástica, nós costumamos esquecer algumas informações. O objetivo do journal é te lembrar dos pequenos e maravilhosos momentos, não esquecendo nada.

Tem gente que só escreve no journal. Tem outros que só desenham. E ainda aqueles que decoram o travel journal como um scrapbook, colando até os tickets de ônibus que usaram. O importante é escrever sobre você, seu cotidiano, as coisas que você mais gostou, e dicas que você poderá dar para as pessoas (aquelas que normalmente você só se lembraria antes de dormir). 

O essencial é você levar o journal consigo durante todos os passeios, junto com os "itens básicos de sobrevivência", como a tesoura, cola (ou durex), canetas coloridas e lápis diferentes. Assim, você vai estará prevenido, caso resolva colar fotos e desenhar o que você vê.

Você pode criar seu próprio journal comprando um caderno e decorando, com um moleskine ou uma agenda, e até comprando um já pronto para receber as informações. Abaixo, deixo algumas inspirações pra vocês, de travel journals feitos com projetos DIY (O da foto foi feito pelo blog Micki Current), e outros que já são vendidos assim, arrumadinhos, e prontos para o uso: 







1. I Was Here, $17 / 2. The Journey Journal, $14 / 3. Travel Journal, $24 / 4. Ticket Stub Diary, $10


Preparei meu próprio journal para os intercâmbios que fiz. Acho que assim fica mais pessoal, e mais divertido! E você, o que acha da ideia?







Tá aí uma coisa que sempre me perguntam, e eu resolvi vir aqui responder

Alô, alô, meu Brasil!

Estamos aqui, de volta no nosso quartinho, pra contar sete lições que eu aprendi durante meus intercâmbios, pra respectivamente, Miami e Dublin. Dá play no vídeo e me conta o que achou!



Já confesso pra vocês que me colocaram a maior pressão na hora de tirar o meu Irish Residence Permit (ainda era o GNIB) aqui. Para quem não sabe, depois de passar pela imigração no aeroporto, se você pretende ficar mais de 90 dias no país, você tem 30 dias para se registrar oficialmente na agência oficial de imigração, que fica bem no centro de Dublin. Se passar do tempo que o oficial registrou o seu visto, e você não aparecer na imigração, você pode ter problemas futuros com a Garda. 

O GNIB mudou para o Irish Residence Permit em dezembro de 2017, para se alinhar com o registro de residência de imigrantes para a União Europeia. 

Para você poder se registrar, antigamente, era só aparecer na agência e esperar, numa fila LOOOOOOOOOOONGA e tenebrosa pela sua vez. Era terrível, e reza a lenda que a fila poderia durar dias (!!!). Enfim: buscando sempre o melhor, a Irlanda agora deixou o processo de "appointment", ou seja, o agendamento da sua entrevista, todo online. Inclusive, se você ainda não fez, pode fazê-lo clicando neste link aqui.

O processo em si é bem simples: você leva seus documentos no dia do agendado e, quando chamarem seu número no painel, você se apresenta ao oficial com seus documentos. A lista de documentação para ser apresentada é a seguinte:

*Passaporte Válido por todo o período que você estará no país
*Carta da Escola (escolas fulltime, que tenham no mínimo de 15h semanais)
*300 euros para o pagamento do visto (que pode ser pago em débito OU cash)
*Comprovante do seguro governamental obrigatório
*Comprovação dos 3 mil euros 

Sobre a comprovação: Eu levei um extrato de simples conferência, em uma folha A4, carimbada pelo banco, que eu pedi direto para a gerente. Como o valor total em Reais vai depender da cotação do Euro no dia, resolvi colocar algumas gordurinhas na conta, só por precaução. Não precisei traduzir ou levar o valor em uma conta irlandesa: isso é BULLSHIT, acredite em mim! Os oficiais fazem o cálculo na hora, então, fique sossegado com isso! 

Serei bem sincera com vocês: várias pessoas querem, seja para o bem ou mal, palpitar no seu intercâmbio. E lá, acredite, a situação pode ser AINDA PIOR. Então uma dica que eu dou é: NÃO SE APAVORE. Converse com quem já fez (preferencialmente mais de uma vez) e não caia na besteira de conversas aleatórias sobre a entrevista com a Garda. Foi algo completamente tranquilo.

Eles fazem algumas perguntas simples, e muitas vezes sequer fazem perguntas, sem ser pedir seus documentos, e o seu endereço de residência no país. É nessa hora também que vão tirar uma foto sua, para o documento oficial, e você paga a taxa.

Depois da breve entrevista, vão colher suas digitais, e pronto: só esperar e partir pro pub  abraço

Mais molezinha que isso, só dois disso! Inclusive, se você tiver alguma dúvida, é só deixar nos comentários nesse post, que eu farei o possível pra te ajudar!


Um super beijo! 




A principal pergunta que vem depois do "ai, não acredito que vocês vão viajar!" é a seguinte:
"Mas vocês vão pra lá estudar? E como que trabalha? Como funcionam os vistos?".

E percebi que essa é a questão de quase todo mundo! Mas calma, a gente te explica, e tudo vai fazer sentido em um passe de mágica. Olha só:

No nosso caso, estamos viajando com o visto tipo Stamp 0, e quando chegarmos lá, passamos por uma entrevista na imigração para ter o visto Stamp 2, que nos permite trabalhar e estudar ao mesmo tempo.

Abaixo, através do site E-Dublin, consegui várias informações bacanas pra saber diferenciar os tipos de visto irlandeses. Quem sabe você não vai pra lá ser meu vizinho?



Stamp 0 – Estada temporária ou Permissão limitada (90 dias)

Esse tipo de visto é concedido a pessoas que entram na Ilha sem o objetivo de receber benefício do Estado e que cumpram alguns requisitos, sendo um deles o de estar coberto por um seguro de saúde particular. O imigrante que desejar entrar na Irlanda com o Stamp 0 deverá ter os próprios meios de subsídio ou alguém que o faça. Neste último caso, provas serão necessárias.

A este tipo de imigrante fica vedada qualquer oportunidade de emprego ou mesmo tentativa de estabelecer um negócio, a menos que o INIS indique a permissão através de uma carta.



Stamp 1 – Visto de trabalho

O Stamp 1 é o almejado Visto de Trabalho. Neste caso, o cidadão que desembarca por aqui precisará de uma proposta de trabalho de uma empresa estabelecida na Irlanda para aplicar para este visto. Enquanto o empregador não tiver recebido a permissão para contratá-lo, o imigrante que possui esse tipo de visto não poderá trabalhar em outros cargos nem se envolver em nenhum negócio ou profissão sem autorização prévia concedida pelo Ministério da Justiça e da Igualdade. O cidadão deverá também respeitar a data de expiração do visto.



Stamp 1A – Visto de Trainee

Visto mais limitado, que permite o cidadão atuar como trainee em solo irlandês, em tempo integral, seguindo regras, termos e condições específicas. Acesse o site do Governo Irlandês para mais detalhes.


Stamp 2 – Visto de estudante com permissão de trabalho

É o visto com o qual a maioria de nós, brasileiros, permanecemos na Ilha Esmeralda. O Stamp 2 é concedido sob a condição de o imigrante entrar no país com o objetivo de frequentar aulas regulares, podendo trabalhar até 20h durante o período de aulas e até 40h em meses específicos (entre os meses de junho e setembro; e entre 15 de dezembro e 15 de janeiro). O prazo de expiração do visto, que tem um total de 8 meses, também deve ser respeitado e o imigrante com esse tipo de permissão não poderá recorrer a nenhum tipo de serviços oferecido pelo governo, tais como saúde, seguro desemprego, etc. Para se enquadrar nesta categoria de visto é necessário se matricular em um curso com duração mínima de 25 semanas.

Inicialmente o oficial te dará um visto temporário de um mês para que você tenha tempo para providenciar os demais itens necessários ao candidato a estudante no país, comprovando-se assim que você é um estudante genuino. Esses documentos incluem:
– Carta da escola, com curso de carga mínima semanal de 15h/aula por semana
– Ter seguro governamental ou médico privado de uma empresa estabelecida na Irlanda
– 3000 euros comprovados em extrato de uma conta em banco irlandês
– Comprovação de endereço
– PPS
– O valor de 300 euros pelo registro GNIB (que pode ser pago com cartão de crédito/débito ou por boleto bancário)


Obs: Uma vez que você tenha organizado todos esses documentos é hora de ir à imigração e solicitar o visto definitivo de um ano, pegar seu cartão de registro, o GNIB e ser feliz!


Stamp 2A – Visto de estudante sem permissão de trabalho

Similar ao anterior, por exigir que o imigrante esteja matriculado em um curso, no entanto, com este tipo de visto não é permitido trabalhar nem em período integral (full-time, 40h) nem em meio período (part-time, 20h).


Stamp 3 – Permanência sem permissão de trabalho

O Stamp 3 concede a permissão de permanência, porém sem a possibilidade de abrir um negócio ou atuar no mercado de trabalho (salvo algumas exceções), até a data especificada pelo oficial de imigração. O imigrante deverá respeitar a data de expiração do visto e não poderá permanecer após a mesma.


Stamp 4 – Permanência

Esse visto garante a permanência em solo irlandês até uma data especificada.


Mais uma vez, obrigada ao E-Dublin pelas informações que tanto me ajudaram (e ainda ajudam!). Espero que tenha sanado as dúvidas de vocês!
Um beijão, May


Alô, folks!

Quando eu fui para o intercâmbio, foi a primeira vez que eu viajei sozinha, e ao mesmo tempo foi minha primeira viagem Internacional. Se você nunca viajou sozinho, logo te ensino: é uma jornada dupla. Você descobrindo um novo local e ao mesmo tempo descobrindo a si mesmo. Porque todo mundo acha que se conhece bem, até estar em uma situação de perigo fora de sua zona de conforto. 

Eu aprendi muito com meu intercâmbio e inclusive separei dez lições sobre viajar sozinho que todo mundo que já viajou vai se identificar!

1 - Você não vai ficar esperando seu amigo escolher o pedido no cardápio do restaurante.
2 - Você decide pra onde vai, e quando vai.
3 - Você só visita o que te der na telha.
4 - Você não precisa explicar pra ninguém se simplesmente desistir de visitar algum lugar.
5 - Você faz amizades nos lugares mais esquisitos.
6 - Você ouve música o tempo todo, e observa as pessoas em qualquer lugar, e a qualquer hora.
7 - Sua viagem vai fazer você se sentir num videoclipe.
8 - Você pode até se perder. Mas você vai se encontrar!
9 - Você pode vestir roupas e fazer maquiagens que sua rotina não te permitiria.
10 - Você enfim percebe que viajar sozinho é revigorante!

Na foto abaixo, sou eu (~suada ok~) no porto de Miami, em Bayside - Miami / FL







Agora, que você já sabe para onde quer ir, e o que você quer fazer por lá, vamos entrar na parte de legalização e documentação. Para você que acha que é a parte mais chata, eu concordo com você! é um saco Mas a documentação é a parte mais importante de uma viagem. É como se fosse a parte "vital" para realizar o sonho de quem quer ir para fora do Brasil. 


Para entrar em um país diferente, normalmente precisa-se de um passaporte e um visto. Para a Europa, por exemplo, você precisa de um passaporte, e só precisa de um visto se for ficar mais de três meses em determinado país, porém, isso não significa que você não vá passar pela imigração. Pesquise informações sobre seu país e veja se eles exigem algo a mais. 

Agora, se o seu destino é para países da América do Sul, como Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela, vá tranquilo com seu RG (atenção aos 10 anos de validade!), sem ter a preocupação de ter um passaporte em mãos. 
O passaporte é um documento, e é sempre bom ter em mãos, mesmo que sua viagem dos sonhos esteja um pouco longe. É uma correria a menos quando chegar mais perto da hora de embarcar. 

Muita gente tem me questionado quais são os passos para se tirar um passaporte. Então, preparei um passo-a-passo-mais-fácil-impossível para vocês!

1 - Preencha a ficha de solicitação do site da Receita Federal. Tenha seus documentos pessoais em mãos na hora de responder ao questionário. O link para acessar ao site é http://www.dpf.gov.br/servicos/passaporte/requerer-passaporte

2 - Pague a taxa da GRU (Guia de Recolhimento da União). Atenção a data do vencimento, em! 

3 - Compareça com seus documentos pessoais e o boleto pago da taxa da GRU no local que você escolheu na hora de preencher o formulário. Durante o preenchimento, você deve ter percebido que teve de escolher um posto para poder se apresentar, levar seus documentos, e futuramente receber o passaporte de volta, certo? Vá tranquilo, sem medo. O processo é realmente simples!

Quais são os documentos necessários para levar no dia?










  • Documento de Identidade (Vale carteira de motorista, passaporte antigo, RG)
  • Título de Eleitor e comprovantes de que votou na última eleição (dos dois turnos, se houve). Na falta dos comprovantes, pode levar uma declaração da Justiça Eleitoral provando que você está de acordo com as obrigações eleitorais.
  • Documento que comprove quitação com o serviço militar obrigatório, para os requerentes do sexo masculino a partir de 01 de janeiro do ano em que completam 19 anos até 31 de dezembro do ano em que completam 45 anos.
  • Certificado de Naturalização, para os Naturalizados!.
  • Comprovante bancário de pagamento da Guia de Recolhimento da União – GRU 
  • Passaporte comum ou de emergência anterior, quando houver (válido ou não). Se você não apresentar, eles podem te cobrar a taxa em dobro, atenção!
  • CPF


  • Sem mistério, sem desespero!

    Quando tirei o meu  primeiro passaporte, em 2011, fiquei nervosa antes de entrar pois não sabia o que me esperava lá dentro. Mas confesso, é super tranquilo! No meu, tive apenas um pequeno problema: O sobrenome da minha mãe em meu RG é o sobrenome de solteira, e hoje em dia, ela é casada e tem um sobrenome diferente! Então fui obrigada a levar a certidão de casamento da minha mãe, pra provar que ela é realmente quem os documentos indica.

    E você? Já tirou o seu? 







    Eu não tinha nem 6 anos quando eu ouvi falar nessa tal história de "intercâmbio". Ir morar na casa de alguém que você não conhece, em um país desconhecido, com língua e cultura diferentes, na época, não entrava na minha cabeça. Parecia uma grande brincadeira (também, pra uma criança de 6 anos, custa entender que existem fronteiras, que elas são enormes, etc). Descobri esse negócio estranho através da minha prima (que por uma leve coincidência do destino, passou a ser minha cunhada, mãe da minha sobrinha e praticamente minha irmã), que na época tinha 17 anos. Ela foi fazer um intercâmbio nos Estados Unidos pra adquirir fluência no idioma. Ela largou todo mundo aqui por um ano pra correr atrás do que queria.

    Quando ela voltou, só dizia amores de lá. Ela morou com uma família fantástica, que a tratou realmente como uma filha. Tanto que eles ainda tem contato até hoje, quase 14 anos depois! Teve experiências incríveis, se formou no high school, fez amizades que tem certeza que vai levar pela vida toda, trouxe toneladas de fotos e memórias na mala... E me inspirou!

    Com 9 anos, pedi pra minha mãe abrir uma poupança pra começar a "guardar meu dinheiro". E assim minha mãe fez! Com 15, troquei a minha festa de debutante pra poder poupar o dinheiro para fazer o intercâmbio. E cada dia mais, meu coração sabia que queria isso. 
    Com 16, surgiu a minha primeira oportunidade pra viajar pro Exterior... Não era pra fazer intercâmbio, mas sim pra fazer um mochilão para a Europa. Mas no final deu tudo errado, e eu não fui. Com 17, comecei a pesquisar mais sobre um intercâmbio e suas durações, o que fazer, como escolher, etc. E só agora, com 19, é que eu embarco nessa aventura. Mas esse já é assunto pra um novo post!

    Se você quer fazer um intercâmbio, e já tem certeza disso, comece a pensar nas opções. Faça perguntas a si mesmo, e pense muito bem. Qual seu país dos sonhos? Você conseguiria ficar um ano, ou seis meses longe da sua família? Você quer passear, ou quer literalmente mergulhar em outra cultura? Duas semanas fora já é suficiente pra você? Sua coragem consegue superar tudo isso? Você é apegado em seus pais? 

    Escolha a cidade ou o país – Feche os olhos. Pense em seu país favorito. Você quer conhecer Londres, Melbourne ou Nova York? Você consegue se ver em um país 23 horas à frente do seu? Se você sonha em conhecer um lugar específico, se jogue nele! Agora se o seu foco é só o idioma, vale ressaltar que se você deve decidir um país que seja coerente com o seu objetivo. Não adianta amar a França, mas querer aprender inglês por lá, né?


    Escolha uma agência de confiança - Muita gente não sabe que esse é o segundo passo. Existem agências e agências... Umas melhores, outras maiores. Pesquise o feedback de ex-alunos que foram fazer intercâmbio através de agências, e vá visitar as filiais, sem compromisso. Uma dica? Não feche com a primeira. Ás vezes, uma agência tem um programa especial para determinado país, e a outra não tem. Adeque a agência ao seu sonho, e não o seu sonho à agência.


    Escolha o programa – São diversas opções de programas! High School, curso de idiomas, programa de férias, cursos profissionalizantes, work&travel, voluntariado, Au Pair, etc. Agora que você já definiu o lugar, defina seu objetivo por lá. Pra mim, é mais importante escolher primeiro o país, e depois o programa, pois tem países, por exemplo, que não permitem o programa de Au Pair. Pense agora: Você quer passar horas estudando um idioma intensivo, ou só quer passear? E assim, analise todos os programas disponíveis através da agência. Esse é o terceiro passo para continuar planejando seu sonho.

    Escolha o tipo de acomodação – Nem todo mundo tem grana pra bancar uma acomodação em residência estudantil durante 6 meses. E às vezes, nem todo mundo quer ir para casas de família, pois lá tem regras, e você literalmente vai viver como um nativo, com seus direitos e obrigações. As casas de família são normalmente mais indicadas para quem pretende mergulhar na cultura local. Pra quem realmente está indo para engolir tudo o que tiverem para te ensinar. Já as residências estudantis são uma opção perfeita pra quem quer viver com estudantes de diversas culturas, ter mais independência, e participar de umas "festinhas". E tem também as opções mais "turista". Hotéis, para quem tem quer mais individualidade e comodidade, e hostels, também conhecidos como albergues, pra quem não liga em dividir um quarto com 8 pessoas desconhecidas.  


    Um intercâmbio exige força e coragem. Você sabe que vai sentir falta da família, dos amigos, do seu cachorro, do seu quarto e principalmente do seu namorado, de paçoca e até do bom e velho açaí. Mas se é seu sonho, vale a pena correr atrás! Afinal, a vida é feita de sonhos!



    "Cada sonho que você deixa pra trás, é um pedaço do seu futuro que deixa de existir" - Steve Jobs



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